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19 de outubro de 2008

Sílvio Coelho dos Santos


Os livros, ah... os livros, minha paixão!
A leitura me acompanha desde cedo, pois meu avô tinha, no porão da Clemente Pereira, no Ipiranga, uma coleção de revistas e livros italianos. Lembro de uma revista, especialmente: "Cultura Moderna". Era do início do Século XX, impressa em
papel "gessado", o precurssor do couchê. Trazia reproduções de obras de arte utilizando clichês impecáveis! Isso eu vi em 1966, por aí. Era um gurizote.

Bom, tempos depois, após ter trabalhado em uma fábrica de pregos, uma empresa de manutenção de máquinas etiquetadoras, uma pequena indústria eletrônica, uma usinagem e na Folha de São Paulo, fui parar numa gráfica, onde encontrei minha turma.
Aprendi a reconhecer papel com um senhor do estoque, a fazer fotolitos, composição, titulagem, acabamento, impressão, tudo.
Cada vez mais me fascinavam os livros, tanto que fui parar nas Edições Paulinas, onde fiquei o tempo suficiente para ver que não era a minha praia, as publicações daquela editora.

Em Registro conheci a Dra. Alzira Pacheco Lomba, o Carlão e tive a oportunidade de trabalhar como fotógrafo-diagramador-motorista-designer num valente jornaleco, o Correio do Vale.
Só depois é que descobri Santa Catarina, através de um convite de um amigo para expôr uns quadros que pintei, em Brusque, na primeira feira cultural de lá.
Estávamos em fins de 1978.

Aí, me apaixonei pela cidade de Brusque, por seus antigos
engenhos, por sua paisagem agreste; o Azambuja ainda tinha estrada de terra, muitos rios limpos, era uma doçura de lugar. Queria morar por ali mesmo, e fiquei um tempo na casa do Buss.
Acontece que Brusque tinha uma única tipografia e eu, que já era da geração offset,
precisava trabalhar, ganhar a vida e coisa e tal. Foi então que me disseram que eu deveria conhecer a Ilha de Santa Catarina.E lá fui eu, numa tarde chuvosa, parar na Hercílio Luz, antiga Rodoviária da cidade, no meio da rua.

Comprei o Jornal O Estadô, na esperança de achar algum emprego, porém, na falta de opção fui parar no próprio Estadô, no Saco Grande. Já no ônibus conheci uma pessoa que trabalhava no jornal e me disse, na lata: pagam tão mal, que nem vale a pena entrar, mas eu conheço uma gráfica aqui perto...
Era a Edeme e, aí, começa uma outra história.

Um comentário:

Elaine disse...

A história de todos nós..emocionante...viva... fundamental!
Que bom...tudo isto!
bjs!