Páginas

30 de outubro de 2008

Reserva Rio das Furnas

O site da Reserva Rio das Furnas foi criado pelo meu filho, Leonardo.

Faixas para Caixa de Aves









Eis as fotos, também originais, que envolvem a Caixa de Aves da Floresta Atlântica. Quando você adquire uma, pode escolher uma entre estas "faixas". E então, é um belo presente?! Anime-se e faça o seu pedido! (Comprando uma Caixa de Aves, você estará animando a gente também, pode ter certeza)

29 de outubro de 2008

Aves da Floresta Atlântica


Nesta caixa de aves temos o sumo da Reserva Rio das Furnas.
Lá se foram muitos anos para tirar as fotos que compõem a caixinha, bolar o design do livreto/guia, pesquisar os textos, identificar as aves, trabalhar na forma para acondicionar tudo, procurar quem executasse o material, efetivar a parceria com o Instituto de Pesquisas Ambientais da FURB, lançar o produto e, enfim, saber que já são mais de cem privilegiados possuidores desta pequena obra.
Feita com reaproveitamento de madeira, para cada caixa que produzimos, plantamos uma nova árvore! Um presente único, numerado e exclusivo.
O melhor de tudo é ver as expressões das crianças de 8 a 80 aninhos quando vêem o passarinho de perto, numa fotografia original. Isso mesmo, as fotos são originais!
Gostou? Então, mande um email para reserva@riodasfurnas.org.br e solicite a sua!

Alfredo Wagner, capital das nascentes

Fiz a programação visual para a cidade de Alfredo Wagner em 2005/6. Nesta cidade, repleta de canyons, cachoeiras, vales, cavernas e furnas, está a nossa (minha e da Gabriela) Reserva Rio das Furnas. Um prato cheio para quem gosta de trilhas, banho de rio, observação de aves e tranquilidade.

Projeto Piava



Em 2007, durante a primeira fase do Projeto Piava viajei com o jornalista Guarim Liberato Jr. para as cidades do interior de Santa Catarina, como fotógrafo, e trabalhei no design e assessoria de edição para o livro O Movimento das Águas, redigido por Lourdes Sedlacek. Na segunda fase, que vai de 2008 a 2010, executo a programação visual, além de fazer parte da equipe de consultoria para a campanha de lançamento do Projeto no Estado. Este projeto tem o patrocínio da Petrobras, apoio da FURB e a supervisão de Beate Frank.

28 de outubro de 2008

Ilha Redonda e Ametista do Sul

ToyaHome na virada do ano de 1998/99 na Ilha Redonda, rio Uruguai, divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Daí, depois de banhos termais, fomos para Ijuí e depois Ametista do Sul, a Capital mundial da pedra ametista, um lugar onde todos têm bom humor. Deste tour, saiu a idéia da revista Ilustre Desconhecido, inédita, que teria o mineiro abaixo na capa. A pedra ametista já foi preciosa e deu dinheiro. Em 98/99 estava em declínio, porém a virada estava na mão dos pesquisadores da Epagri, com a idéia de transformar aquelas antigas minas em criadouros de cogumelos. Ainda vamos voltar lá pra ver no que é que deu...

São Francisco do Sul





No início do Século XXI, quando ainda tinha a ToyaHome, eu e a Gabi fizemos algumas viagens muito interessantes. Uma delas foi à São Francisco do Sul, cidade/ilha onde encontramos sítios arqueológicos com imensos sambaquis e conhecemos algumas histórias fantásticas, como a tentativa de implantação do primeiro falanstério e a viagem de Essomericq à França.
Alguns slides que produzi nesta viagem foram utilizados no livro São Francisco do Sul, muito além da viagem de Gonneville, sob a organização dos professores Sílvio Coelho dos Santos, Aneliese Nacke e Maria José Reis.

26 de outubro de 2008

Ilha do Arvoredo

Em 2000 fiz um vôo sobre a Ilha do Arvoredo para o IBAMA, num helicóptero da Marinha. Em troca ganhei um vôo sobre a Reserva Rio das Furnas e uma bela coleção de slides.

Caldeirão da Serra Geral

Deste ensaio todo feito em slide, inédito, vai uma palhinha.
A Serra Geral é exuberante, linda, apaixonante!

Pickup Company

Criação de nome, logo, design do site e tudo mais.

Logomarcas


Família Schurmann

Foi muito bacana ter trabalhado com a Família Schurmann, ter conhecido aquela galera empolgada e muito viva! 
Finalizei a logo criada pela família e trabalhei na programação visual de toda a indumentária e do próprio veleiro. 
Com o Celso Vicenzi desenhei a revista que acompanhava a história da Família em VHS.

Looping em Balneário Camboriú



Também não se trata de montagem. Estávamos com duas asas deltas motorizadas, eu com o Nego em um vôo duplo, e um maluco, que agora me foge o nome, dando um looping em cima da cidade. Foi só um momento de descontração, pois o objetivo era conseguir novos ângulos para um ensaio fotográfico que está exposto no Super Imperatriz de Camboriú.

24 de outubro de 2008

Quase náufrago em Camboriú

Não é montagem, não! Isso aí atrás do barco É Balneário Camboriú e estamos numa lancha PIFADA, ao sabor das ondas levantadas pelo vendaval-surpresa. Afinal, sem aventura a coisa fica meio sem graça... Mas não precisava exagerar, sei.
Bom, estava tudo calmo, a lancha da Guarda Costeira abastecida, a navegação pelos entornos de Balneário Camboriú transcorria muito bem, as fotos para a inauguração do Super Imperatriz seriam entregues a tempo.
Resolvi tirar algumas chapas com a Ilhota em primeiro plano, quando um ventinho meio safado começa a bater do sul. O piloto avisou que seria bom voltar, o que concordei imediatamente. Acontece que o motor parou e dá-lhe puxar cordinha e nada; abre aqui, abre ali e o vento vai engrossando e a gente vai se aproximando das pedras e a coisa vai ficando verde, cinza, marrom e as pedras vão aumentando de tamanho junto com o vento e onda daqui e onda de lá e guarda equipamento... e agora?!? A sorte foi ter encontrado este barco aí, que estava de passagem, viu que a coisa estava BEM feia, deu meia volta e laçou a gente pelo e.

Hermeto Pascoal






Adoro o Bruxo e fiz uma exposição em sua homenagem, no CIC, em 1999, quando esteve na Ilha com a Sinfônica de Porto Alegre. Aqui, uma palhinha.

Guia de Mergulho


Mareei, confesso. A equipe da Univali, liderada pelo Ewerton Wegner deu um duro danado para pôr este livro em cena. Tem pesquisa muito bem feita, com um roteiro de apresentação aprovado por mergulhadores profissionais. Mas a história tem seus imprevistos, veja só. Adoro mergulhar, e quando me convidaram para este projeto, nem pestanejei, queria participar de todas as saídas e lá fui eu, Dramine na mochila, equipamento e tudo. Na primeira noite de balanço, tudo bem, aguentei firme, mas no dia seguinte, após bater algumas chapas e cair na água, entrei no barco e quem disse que conseguia ficar de pé? Acontece que estávamos próximos da Ilha Moleques do Norte e começou a bater um vento sul e trazer uma tempestade e isso poderia inviabilizar minha saída de bordo. Apavorei! Mais um dia naquele estado e me atiraria aos tubarões... Arriscando a expedição, um bote me levou para a praia dos Ingleses e eles arrumaram um porto seguro por perto e não continuaram ao sul, como planejado. Foi a sorte de todos, porque a tempestade bateu com tudo e poderia acabar mal se pegasse o barco em mar aberto.

Univali


O livro da Univali me permitiu conhecer Itajaí e o seu Arquivo Público, um dos mais bem organizados que já pesquisei. A bibliotecária mór, Dona Vera Estork
, uma pessoa muito tranquila foi quem me guiou pelos meandros daquele espaço encantado, repleto de fotos, objetos, desenhos e pinturas que mostravam, a cada passo, o quanto Itajaí mudou e o tanto que já foi bela, antes do avassalador progresso. Para quem gosta de história, recomendo uma visita ao Arquivo, que agora virou Fundação Genésio Miranda Lins.

19 de outubro de 2008

Sílvio Coelho dos Santos II


O Professor Sílvio, nos anos setenta, foi um dos fundadores da editora da Edeme, onde publicou vários livros, mas eu não o conhecia. Fui conhecê-lo pelas mãos do Manoalvim, em 1996.
O primeiro livro que trabalhei com o Professor foi o fantástico Xokleng. Depois vieram o Santa Catarina no Século XX; Memória do Setor Elétrico; São Francisco do Sul, muito além da viagem de Gonneville; Memória da Antropologia e Ensaios Oportunos.
Foi no Xokleng que tive o prazer de conviver muito além do contato designer/escritor com este personagem encantador, que foi o Professor Sílvio. É certo que estava desgostoso com o material gráfico que até então se apresentava, confessou certo dia, queria alguém que se entrosasse como toda a sua equipe, de coração nos projetos, aí tocou na minha alma. Resultado: Li, antes de mais nada, os originais; fiquei apaixonado pela obra; os livros foram impressos e os direitos autorais do Prof. Sílvio (300 livros) foram distribuídos entre os índios Xokleng em Ibirama e fui eu quem levou e distribuiu um a um pelo assentamento. O Flávio Wiik me acompanhou nessa empreitada, de onde saí com imagens de um povo oprimido, que sobrevive numa ilha cercada de predadores brancos por todos os lados. Fala, Professor, fala: "Ganhar e gastar fazem parte do cotidiano indígina, pois sua tradição é contrária às diversas formas de acumulação. O coletivo ainda predomina sobre o individual. Se alguém tem demais, divide; faz uma festa ou gasta com presentes. Assim, os Xokleng continuam sendo os mantenedores dos espaços da diferença cultural, que lhes permite continuar a ser índios, a ser um povo". Agora, a luta é espiritual.

Sílvio Coelho dos Santos


Os livros, ah... os livros, minha paixão!
A leitura me acompanha desde cedo, pois meu avô tinha, no porão da Clemente Pereira, no Ipiranga, uma coleção de revistas e livros italianos. Lembro de uma revista, especialmente: "Cultura Moderna". Era do início do Século XX, impressa em
papel "gessado", o precurssor do couchê. Trazia reproduções de obras de arte utilizando clichês impecáveis! Isso eu vi em 1966, por aí. Era um gurizote.

Bom, tempos depois, após ter trabalhado em uma fábrica de pregos, uma empresa de manutenção de máquinas etiquetadoras, uma pequena indústria eletrônica, uma usinagem e na Folha de São Paulo, fui parar numa gráfica, onde encontrei minha turma.
Aprendi a reconhecer papel com um senhor do estoque, a fazer fotolitos, composição, titulagem, acabamento, impressão, tudo.
Cada vez mais me fascinavam os livros, tanto que fui parar nas Edições Paulinas, onde fiquei o tempo suficiente para ver que não era a minha praia, as publicações daquela editora.

Em Registro conheci a Dra. Alzira Pacheco Lomba, o Carlão e tive a oportunidade de trabalhar como fotógrafo-diagramador-motorista-designer num valente jornaleco, o Correio do Vale.
Só depois é que descobri Santa Catarina, através de um convite de um amigo para expôr uns quadros que pintei, em Brusque, na primeira feira cultural de lá.
Estávamos em fins de 1978.

Aí, me apaixonei pela cidade de Brusque, por seus antigos
engenhos, por sua paisagem agreste; o Azambuja ainda tinha estrada de terra, muitos rios limpos, era uma doçura de lugar. Queria morar por ali mesmo, e fiquei um tempo na casa do Buss.
Acontece que Brusque tinha uma única tipografia e eu, que já era da geração offset,
precisava trabalhar, ganhar a vida e coisa e tal. Foi então que me disseram que eu deveria conhecer a Ilha de Santa Catarina.E lá fui eu, numa tarde chuvosa, parar na Hercílio Luz, antiga Rodoviária da cidade, no meio da rua.

Comprei o Jornal O Estadô, na esperança de achar algum emprego, porém, na falta de opção fui parar no próprio Estadô, no Saco Grande. Já no ônibus conheci uma pessoa que trabalhava no jornal e me disse, na lata: pagam tão mal, que nem vale a pena entrar, mas eu conheço uma gráfica aqui perto...
Era a Edeme e, aí, começa uma outra história.

Ruy Braga

O Zona Industrial foi uma performance mutlimídia que aconteceu no Armazém Vieira, em que participei na elaboração dos vídeos e na instalação dos efeitos especiais e sonorização



A moto 1912 foi erguida e dependurada nos barrotes da parte de trás do Armazém, onde ficava a engarrafadora. Neste espaço o Zona aconteceu, com performers que se misturavam a trocentos espectadores. Teve gente que saiu dali dizendo que não entendeu nada, mas viajou um bocado!

O Luamar foi outra apresentação no Armazém Vieira em que eu e o Ruy fomos convidados. O Ruy criou o cenário, objetos de cena e máscaras. Eu criei uma série de slides que foram projetados durante a peça, a iluminação e as mesas em meia lua

O Ruy, num momento de descontração da montagem do Luamar
O surfista de banheira com uma criação para o Aroldo Borboleta Azul.

Diversão & Arte, Luamar, Zona Industrial, Clube da Música, Box 32, Armazém Vieira, Grécia... e tem a história do passarinho. A casa do Ruy, no Campeche, era absolutamente excêntrica. Uma escotilha na porta triangular, aberta através de uma corda com pesos; as janelas tortas; a varanda bicuda; tudo evocava o expressionismo alemão, Dr Caligari, por aí... Este era clima da casa, construída pelo Aroldo, o Hari. Bom, lá estávamos a olhar as últimas revistas e livros que ele trouxera de Sampa, quando, inadvertidamente eu fixo o olhar numa gaiola em cima da geladeira. Um pássaro de madeira era o que tinha lá dentro, a gaiola, uma obra de arte do Ruy. Continuamos a conversar, então, o Ruy levanta e vai até a geladeira, pegar mais gelo... Estranho, mas ouvi um passarinho cantar bem baixinho naquela direção. Isso passou assim, sem mais. Continuamos a ver o material e toda vez que ele levantava para ir para algum canto da casa, eu ouvia aquele passarinho... Não comentei naquele momento, mas aquele cantar, meio lamento já começava a me intrigar. E passa o tempo... e era ele levantar e o som do passarinho... Lá pelas tantas, perguntei, de sacanagem: ô Ruy, aquele passarinho na gaiola em cima da geladeira, de vez em quando, canta? Ao invés de ironizar a conversa, como era seu hábito, parou, ficou bem sério e respondeu: Olha, já faz um tempão que um passarinho me persegue aqui dentro de casa e é sempre quando estou andando... Olhei para a sua sandália e caí numa gargalhada incontrolável, daquelas de chorar e ele ali, paradão, sem entender nada. Eu tentava dizer que havia matado a charada do passarinho, pois o assobio vinha da sua sandália, que, por causa da pressão, enquanto ele caminhava, emitia o tal "canto do passarinho". Quando consegui, finalmente, dizer o que se passava, a gargalhada estourou de vez. Virou a "história do passarinho" que a gente contou umas tantas vezes.

Super Imperatriz III

Estes vasos, utilizados para um calendário, foram feitos pelo Seu Orlando

Seu Orlando, oleiro tradicional de São José, em sua oficina


No Super de São José foi feito um novo ensaio com o tema oleiros, em 2000

Nei, um dos personagens do calendário, é um dos heróicos mantenedores do Boi-de-mamão na Ilha

Além de conduzir muito bem a bateira entre as pedras de Itaguaçu, Seu Dino também fotografava noivos em passeios na mesma paisagem. Deste belo e calmo dia nasceram as fotos do ensaio exposto na loja do Imperatriz de Coqueiros

Super Imperatriz II

Pilões, em Santo Amaro da Imperatriz, onde tudo começou

Coqueiros, no Continente

Outro ângulo de Coqueiros, onde cada pedra tem um nome

Fundo Cobras, em Rio do Sul. Na casa dos italianos o vinho é tomado logo de manhã, para esquentar o sangue

Em Imbituba, enquanto o cavalinho segue, o cocheiro joga game e o amigo recolhe as latas

Atalanta, médio Vale do Itajaí

Balneário Camboriú

Praia dos Ingleses, Ilha de Santa Catarina

Vista privilegiada da Praia de Balneário Camboriú