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31 de outubro de 2009

Ruy Braga, na memória e no fazer

Ainda deparo com alguns bits que o Ruy Braga, antes de fechar a conta do buteco definitivamente, espalhou pelaí. Coisa séria esse Ruy.

Zen nada para fazer

Deveria ser óbvio para todos que ação sem sabedoria, sem uma clara visão do mundo, “tal como ele é”, jamais poderá melhorar seja o que for. Mais ainda, tal como a melhor maneira de tornar límpida a água lamacenta é deixá-la repousar, poderíamos argumentar que aqueles que se sentam calmamente “nada fazendo” estão a dar uma das melhores contribuições possíveis para melhorar um mundo de desordem.
Na verdade, nada há mais natural do que passar longos períodos tranquilamente sentado. Os gatos fazem-no. Até os cães e outros animais mais nervosos o fazem. Os chamados povos primitivos fazem-no, os Índios Americanos também, bem assim como os camponeses de quase todas as nações. Esta arte é extremamente difícil para os que desenvolveram a tal ponto o intelecto que não conseguem deixar de fazer previsões sobre o futuro, mantendo-se, portanto, num constante torvelinho de atividade mental.
O Zen não é, pois, estar com uma mente vazia que rejeita todas as impressões dos sentidos externos e internos. É simplesmente uma atenção calma, sem comentários, ao que quer que aconteça aqui e agora.

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