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26 de novembro de 2010

Zero Waste International passeia na Reserva

Sabatini, Pal e Richard

É possível viver sem lixo? Tudo o que é descartado no dia a dia é obrigado a parar no saco, na vala, no aterro?
É óbvio que ninguém precisa de lixeiros na porta, basta eliminar o mal na origem, ou seja, na sua casa. Como? Ora, lixo só existe quando misturamos tudo. Separado, o material pode ser reutilizado, reaproveitado, reciclado. Na Reserva Rio das Furnas sempre foi assim.
 

Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero inspirou-se em modelos como o nosso para fundar a Novociclo, empresa baseada na capacidade de resolver questões de descarte, coleta, destinação e reaproveitamento daquilo que muita gente ainda insiste em transformar em problema, porcaria, ou seja, criar o pernicioso e sempre desnecessário pacote de lixo.
Para exemplificar e debater essa questão, que já ganhou status prioritário em grandes cidades mundo afora, a Novociclo bancou a 7ª Zero ­Waste International Conference, evento anual, realizado mês passado no Sesc Cacupé, na Ilha de Santa Catarina. Com certeza o mundo esteve atento ao Brasil durante alguns dias.
 

O tema lixo ainda é deixado meio de lado para a sociedade, acostumada a embrulhar os dejetos num saco plástico e fechar os olhos para o seu destino. Então, os aterros explodem por ineficiência e incapacidade de resolver a questão e surge a Logística Reversa como tábua de salvação. Demorou...
 

Após a Conferência, Sabatini trouxe Richard Anthony, presidente da Zero Waste International e Pal Martensson, coordenador de um dos maiores e mais organizados centros de reciclagem da Europa (Suécia), para refrescarem as ideias na Reserva. Ambiente pra cá, lixo pra lá, tudo invariavelmente conectado, o papo se esticou e um banho de rio zerou nossa conversa.
Zerar no sentido de afirmar um rumo, mirar um futuro interativo, onde muitos compartilham da ideia de acabar com o saco plástico, ícone e sepultura de boas ideias.
 

Tenho certeza de que esta Conferência foi uma injeção de ânimo na veia de um bocado de gente e nosso encontro na Reserva, alento.

17 de novembro de 2010

A fine work of art and information

I very much loved the poster. It is a fine work of art and information. I’ve already read the entire booklet on avifauna.  You have a fine talent at photography and graphics design.  Keep up the good work.  
What I loved through your poster and booklet was (again) the realization of the richness of our biodiversity and the extreme value that each species affords us on the planet.  
Years ago I was asked by then Vice President Al Gore to valuate the biodiversity in Central America.  After months of research and worry, I decided that each species on earth is at least as valuable as mays – Madis or corn (Zea mays).  At that time the economic value of mays was $10 billion per year.  So, giving the 2 million species on earth, the annual value of the biodiversity on earth is $20 quadrillion US dollars per year.  Of course there are more than 2 million species…..Obviously the value of the biodiversity has to be significantly greater than the world human economy, since it is the biodiversity that really supports our life system, so as usual, I was too conservative. 
Hope all remains well with you and Gabriela.

Warm regards,

Wayne T. Williams, PhD
Recycling Coordinator
San Diego County

Birdwatcher recebe Cartaz das Aves

A Revista Birdwatcher tem como objetivo agregar informações ao público interessado na observação e fotografia de aves. É um ponto central de informações e pretende com isso trazer novidades sobre o mundo da ornitologia, dicas de viagens, métodos de observação de aves, equipamentos, fotografia, notícias e muito mais.
Agregando informações das mais diversas fontes de informações e com colaboradores experts nos assuntos pretendemos unir a comunidade interessada e prover informação com qualidade e objetividade.

Todos artigos e matérias da Birdwatcher tem como objetivo difundir a observação de aves no Brasil além de compactuar com ações conservacionistas. Somos radicalmente contra a criação de aves em cativeiro e expomos nosso repúdio ao tráfico de animais silvestres contemplando-os na natureza, em seus habitates naturais.
Pratique observação de aves, seus olhos e ouvidos nunca mais serão os mesmos!

25 de outubro de 2010

Cartaz Guia Aves da Floresta Atlântica

Segunda edição - Poster de Aves da Floresta Atlântica (Birds of Atlantic Rain Forest)
Material que já vem sendo pesquisado desde 2005, este poster teve sua primeira edição em 2007, junto com a Caixa de Aves da Floresta Atlântica. Em 2011 foi reeditado, atualizado e registrado na Biblioteca Nacional, tendo todos os direitos reservados ao autor.

Esta é a segunda edição do Poster Fotográfico de Aves da Floresta Atlântica, no formato 50 x 70cm, com 100 aves, impresso em papel couchê 250g, laminação fosca com proteção UV. Trabalho de impressão perfeitíssimo! Com detalhes de cores vivos e destacados. Bilingue (Português/Inglês), com família, nome científico/popular e medida das aves em centímetros. 

O Poster tem apoio institucional da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental / SPVS e revisão científica do Dr. Vítor Piacentini do Museu de Ornitologia da USP.
 


Para adquiri-lo escreva para: reserva@riodasfurnas.org.br

Promoção especial para adquisição dos Poster de Aves do Pantanal e Aves da Amazônia.

Veja alguns detalhes do Poster Aves da Floresta Atlântica



13 de outubro de 2010

Arte Kaduweo na Ilha de Santa Catarina



Sorriso iluminado, de roubar exclamações de todo mundo


Tear rudimentar, com técnica apurada


Muitos anos de prática, desde menina pequena já teava em sua aldeia, no Acre


 Intercâmbio com aldeia no Acre, trouxe uma família para o norte da Ilha, na Comunidade Daimista da Vargem Grande


Olho de pássaro, gibóia, cascas. A Natureza gerando motivos para os Kaduweo





30 de setembro de 2010

Papo branco em noite de lua


Coisa
feita de brisa,
de mágoa
e de calmaria,
dentro
de um tal poema,
qual poesia
pousaria?
(Paulo Leminski)

29 de setembro de 2010

Imagens de São José da Terra Firme









Bem perto da praça de São José ainda sobrou um cantinho digno de Pierre Verger. Pois é por ali que daqui a pouco querem passar uma via. Mais uma via! E, de via em via, vamos afundando para sempre a possibilidade de pousar a vista nas pedras, escutar o marulho, ver biguá, passear à fresca.
Ainda é tempo, vai, veja se descobre onde fica a paisagem. Se há pressa, pergunte; se não, ande um pouco pela beirada do que sobrevive aos tempos modernos que logo verás uma brecha.
Desça, quem sabe molhe o pé, mas cuidado! Há cacos e o tempo pode arrancar do teu peito um soluço e se houver, que seja lépido pois há freiadas, buzinaços e lombadas bem nas tuas costas.

22 de setembro de 2010

Dona Dirma e Seu Doca do Santinho

Essa foto já tem mais de dez anos, fiz em cromo 35mm e a história que envolve esse encontro é bacana.
Chegamos assim, eu e a Gabi, como quem não quer nada, como sempre andando pelaí, procurando ter o que contar um dia, juntando lembranças.

Lá pelos cantos entre o Santinho e os Ingleses, na Ilha de Santa Catarina, atravessamos as dunas e demos de cara com o Seu Doca e a Dona Dirma, que chegava naquele instante trazendo um agrado pro seu marido. Acontece que era a primeira vez que a Dona Dirma se achegava por aquelas bandas, pra ver a lida do marido e a gente estava por lá também.

Conversamos um bocado e soubemos dos tipos de aviso da chegada de um cardume, da tática para enxergar o peixe, da maneira de ficar por ali sapiando o mar e não perder a ideia, o rumo, de tanto mirar a água, o sol e o horizonte.
Seu Doca é olheiro há muito tempo e Dona Dirma faz renda de bilro enquanto isso.


Demorou, mas escaneei o slide agorinha e a ideia é levar uma cópia em papel pros dois, em breve. Depois, conto o resultado.

31 de agosto de 2010

Naufragados na Ilha de Santa Catarina

Na frente do Farol de Naufragados avistamos a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba. a quarta e última das fortalezas idealizadas pelo brigadeiro português José da Silva Paes. Construída na Ilhota de Araçatuba, entre os anos 1742 e 1744, a Fortaleza foi a única destinada a proteger a entrada da Baía Sul da Ilha de Santa Catarina. Serviu também de prisão em várias oportunidades, inclusive no período republicano.

Vista do Farol de Naufragados

Muitos olhares perdidos pelo caminho que é percebido de solslaio por quem está buscando a paisagem encantada.
É uma trilha popular, percorrida por muita familia, com direito a picnic, frango e farofa. Portanto se você procura sossego, um lugar mais ermo e menos frequentado, Naufragados já era. Claro que tem lá os seus encantos, inerente ao local, mas tem muita gente para o nosso gosto e, lixo espalhado por todos os cantos.

Inebriante a vista no final da trilha dos Naufragados. Muito frequentada, mesmo em época de baixa temporada.

13 de agosto de 2010

Livro Desterro Ilha de Santa Catarina

Foram seis anos de trabalho na Reserva Rio das Furnas para produzir este livro do Gilberto Gerlach.

Que material! Teve muita história e aqui vai uma palhinha de tudo o que aconteceu durante todos estes anos da preparação e execução dessa obra. Vou escrever pouco a pouco, aguarde!


Da coluna de Cacau Menezes (DC, 12/10/2010)

Florianópolis vai ganhar, este ano, um grande presente. Um, não, dois. Depois de 40 anos de pesquisas, Gilberto Gerlach deve lançar, em abril, o livro Desterro Ilha de Santa Catarina, em dois tomos, com um total de 664 páginas. Além dos textos, o livro se destaca por uma rica iconografia. São 450 imagens entre mapas, desenhos, pinturas e fotografias. Há muito material inédito, tanto em narrativas quanto em imagens, que vão desde o século 16 até 1894, fim do Desterro. Gerlach também apresenta 136 páginas de reproduções de jornais, numa resenha de 1853 a 1894.

Segundo o designer Renato Rizzaro, que coordena todo o projeto gráfico, cada tomo terá o tamanho de 26 x 32cm, ou seja, não só é um grande livro como também um livro grande. No total, pesará 7,6 quilos.



Desterro narrada quadro a quadro - 3/09/10

Obra de Gilberto Gerlach, com 663 páginas e 450 imagens, reproduz a história da Capital entre o século 16 e o 19.
Lidar com fatos históricos e remontar a história de uma cidade não é tarefa fácil. E realmente não foi para Gilberto Gerlach que lança hoje, na Capital, o livro Desterro – Ilha de Santa Catarina, após quatro décadas de pesquisas. O lançamento será no Palácio Cruz e Sousa, no Centro, às 19h, em evento fechado para convidados que receberão o livro gratuitamente.
Gerlach já havia feito algo parecido com o município de São José, na Grande Florianópolis, onde ele nasceu em 1943. O livro São José da Terra Firme, lançado em 2007, resgata 200 anos da história do município.
Agora com Desterro – Ilha de Santa Catarina, Gilberto procura contar a história da Ilha quando esta ainda não se chamava Florianópolis, em um período que vai desde o século 16 até o final do século 19. Lançado em dois tomos, o livro, de quase 700 páginas, traz cerca de 450 ilustrações, entre desenhos, pinturas, reproduções de jornais e fotografias.
– É uma montagem iconográfica do material que recolhi nestes 40 anos, de colecionadores e bibliotecas do Estado, de São Paulo, Rio de Janeiro e da Europa. Fiz uma seleção do material que achava mais importante. Achei que nossa cidade merecia algo especial – comenta Gerlach.
Ricamente ilustrado, Desterro – Ilha de Santa Catarina traz um design e uma formatação de qualidade, mesclando textos e imagens de forma a dar uma leveza à leitura. Ao decorrer das páginas, imagens de pássaros, flores e figuras importantes da época remontam um mapa histórico a fim de entender Desterro.
– Li os jornais da cidade desta época, de 1853 a 1894, como O Chaveco e O Argos, onde encontrei matérias que eu podia imaginar graficamente para o livro. Foi um trabalho de paciência onde contei com a ajuda do designer Renato Rizzaro na montagem – ressalta Gilberto.
Com apoio do governo e investimentos do próprio Gerlach, o livro conta com imagens inéditas. Muitas levaram meses para serem encontradas e reproduzidas, como a capa do Tomo 1, que estava em Portugal desde que Dom Pedro II levou-a consigo do Brasil em 1889, quando foi deposto com a proclamação da República do Brasil.
Os livros serão entregues hoje para os convidados que vão ao evento e cerca de cem cópias serão distribuídas a bibliotecas do Estado e outras 150 estarão à venda na Pinacoteca de São Paulo, onde Gilberto também fará o lançamento.
Formado em Engenharia Civil e membro da Academia São José de Letras, Gerlach é amante de cinema – fundou o Cineclube Nossa Senhora do Desterro –, e ressalta que vai contar um pouco da chegada do cinema na Ilha, já no começo do século 20, em seu próximo livro, intitulado Ilha de Santa Catarina – Florianópolis, que vai resgatar os 30 primeiros anos da cidade, desde 1894 quando a cidade deixou de ser Desterro.
(Por FELIPE ALVES, DC, 03/09/2010)

A obra inédita de Gilberto Gerlach

Véspera de feriadão numa noite de sexta-feira para lançamento de livro é casa fraca na certa. Pois o Museu Cruz e Souza recebeu um público excepcional para o lançamento da magnífica obra “Desterro-Ilha de Santa Catarina”, do incansável Gilberto Gerlach. O mesmo dedicado fotógrafo que há décadas mantém vivo o Clube de Cinema Nossa Senhora do Desterro autografou dois maravilhosos volumes de uma obra imperdível. Não há trabalho similar, mesmo sabendo-se que o saudoso historiador Osvaldo Cabral escreveu as duas “Memórias” e as duas “Notícias” sobre a Ilha, tidas como as mais completas até aqui. São 450 ilustrações, depoimentos de viajantes portugueses, espanhóis, franceses, alemães, russos, italianos e ingleses,etc, além de uma preciosa seleção com recortes de jornais de dois séculos.
O comentário de Péricles Prade faz o leitor ficar sedento de leitura. O poético prefácio do extraordinário Rodrigo de Haro transforma a obra num prazeroso mergulho no túnel do tempo e numa oportuna advertência.
A exemplo de Balneário Camboriú, Itapema e outras cidades litorâneas, a Ilha de Santa Catarina vai sendo destruída aos poucos pela falta de planejamento, pela omissão do poder público e pela ganância da especulação imobiliária.
E quando se sabe que a reforma do CIC é fruto de arranjo e que o único Cineclube não tem data para reabrir por conta desta improvisação, o alerta surge como uma vela acesa no meio da escuridão mencionada no excelente prefácio do premiado artista.

8 de agosto de 2010

Uruguay y los pajaros pintados


Primeiro contato com Uruguay. Mesetas são formações intrigantes, com vegetação única no planeta. Chegamos no Uruguay pelas mãos do Juan Rivas e contato por email com Gabriel Rocha, da ACUO. Um pouco dessa conexão vai abaixo, em foto legendas desta trip encantadora nel país chico, e muy caliente!



Paysandu tem o porto do Rio Uruguay e o charme da Europa dos anos 20


Corrida Maluca? A mania por antiguidades está nas casas, nas lojas, na cultura uruguaia


O deus sol esteve presente nos rituais e nas portas americanas




Criatividade custa pouco e dá resultado. Por que placa, se nas ruas sinalizadas de Paysandu os carros trafegam sem traumas?




Cacha e Hugo Rivas, em Paysandu. Adotamos e agora são nossos pais




Panaderia y Biscocheria Salazar, Paysandu: água na boca e muita dedicação de todos




A Salazar entrega suas encomendas à moda antiga. Ou seria moderna?


Fray Bentos: artista pinta a realidade dos bichos que seguem para a fábrica de concentrado de carne


Tivemos bons momentos nas mãos da Historiadora e Coordenadora do Museu da Anglo, Diana. Fray Bentos. Depois de nos mostrar, com detalhes, o Museu, mostrou detalhes de seu trabalho e alguns sites interessantes: Fray Bentos apunta a ser Patrimonio de UNESCO “Paisaje Cultural e Industrial Fray Bentos” ¿Nuevo sitio uruguayo en UNESCO?



Central Telefônica da Anglo

Detalhe de escadaria em ferro fundido faz parte do Museu da Anglo



Alameda de platanos quebram a monotonia de plantações infinitas de pinus e eucalipto que tomaram conta do Uruguay. Quando não é pasto e pasto e pasto...



Em Carmelo, entre os rios Uruguay e de la Plata, as águas baixam e revelam textura encantadora


Quem disse que llama tem só nos Andes? 
Na Reserva de Fauna Raul Igoa, em Carmelo, tem uma!


No caminho após Carmelo, o primeiro Mirador de Aves del rio de los pajaros pintados



Na chegada a Colonia del Sacramento, o cumprimento das Fenix (Phenix canariensis).
a palmeira estremece/palmas pra ela/que ela merece (Paulo Leminski)




Um passeio por Kiyú revelou bandos de cotorras (um tipo de tiriva) e belas paisagens a beira do rio de la Plata




Na Colonia Wilson uma parada fundamental. Amigos, água caliente, lisa (nossa tainha) na brasa e fumaça antes de entrar em Montevideo



Trator leva barco até sair da zona de baixio do Rio, agora de La Plata




Dois dias na Colonia Wilson, vimos muitos ires e vires dos pescadores


Quem não pesca, conserta redes


Foi puxar da flauta de bambu para a criançada transbordar de alegria. Muito bambu em volta da Colonia de Pescadores e um modelo deixado por lá. Quando voltarmos, teremos serenata?


Olha o coletivo! E como funciona, mesmo com um frio danado! Ainda bem que a escola começa as 10 da manhã e vai até as três da tarde




As aves da Reserva Rio das Furnas fizeram o maior sucesso na Escola Rural de Colonia Wilson. Alguns alunos reconheceram espécies e levaram para casa uma foto de lembrança.



Às portas de Montevideo


Feira em Montevideo


Candombe em Montevideo


Arquitetura em Montevideo


Museu do Carnaval em Montevideo


No Museu do Carnaval, preparação para um desfile de body art


Desfile no Museu do Carnaval, Montevideo





Através de Gabriel Rocha conhecemos Carlos Calimares que nos apresentou el pajaro loco. Néstor, eso sí. El Guarda parque de Rocha, Uruguay. Queremos muito voltar para explorar lugares que não conseguimos ver nesta trip: Monte de los Ombúes, onde está Juan Carlos Gambarotta, o guarda-parque que foi passar uns meses na Africa e não deu tempo de conhecermos; Laguna Castillos, Cabo Polonio, Laguna Negra...




Néstor nos levou para conhecer um paraíso precioso nas águas da Laguna de Rocha. Dá um trabalho enorme cuidar de tudo isso, milhares de hectares inundáveis pelas águas de rios e do mar. Laguna de Rocha é salgada e doce, depende dos ventos. Ultimamente, o homem anda metendo o bedelho e abrindo o canal quando lhe dá na veneta, normalmente para ganhar espaço de pastagens. Isso modifica uma vida complexa que depende desse vai-vem para procriar. Por exemplo, as tainhas (lisas). Ela tem o formato de um útero! Justamente nas bolsas desse útero os pescadores teimam em cercar, diminuindo cada vez mais a pesca.
A Laguna é invadida por pescadores com redes cada vez mais finas e maiores e caçadores atrás dos carpinchos (capivaras). Tudo isso está sob a proteção dos Guarda parques, nesse caso, do anjo Néstor que dedica toda a sua vida pela Laguna de Rocha. Foi dele que ouvimos: la poesia és uma arma cargada de futuro, frase do poeta Paco Ibañez.



Néstor nos enviou a pouco esta belíssima foto do Junquero, e um comentário "entusiasmado": He estado de caza fotográfica con mi “super” Panasonic DMC-F2 y pude fotografiar al Junquero (Phleocryptes melanops). Me estoy entusiasmando con la fotografía y tengo mucho que aprender. Da-le hermano, magnifica tua foto!!!


Garça-moura ou garça-real (Ardea cocoi). Espetáculo na Laguna de Rocha, Uruguay


Últimas fotos do Uruguay, Forte Santa Tereza


Colhereiros (Platalea ajaja) na Reserva do Taim, Brasil


Que delicadeza, que união, que paz e sono interrompidos para uma foto. Capivara e Gavião na Reserva do Taim, Brasil