Páginas

13 de agosto de 2010

Livro Desterro Ilha de Santa Catarina

Foram seis anos de trabalho na Reserva Rio das Furnas para produzir este livro do Gilberto Gerlach.

Que material! Teve muita história e aqui vai uma palhinha de tudo o que aconteceu durante todos estes anos da preparação e execução dessa obra. Vou escrever pouco a pouco, aguarde!


Da coluna de Cacau Menezes (DC, 12/10/2010)

Florianópolis vai ganhar, este ano, um grande presente. Um, não, dois. Depois de 40 anos de pesquisas, Gilberto Gerlach deve lançar, em abril, o livro Desterro Ilha de Santa Catarina, em dois tomos, com um total de 664 páginas. Além dos textos, o livro se destaca por uma rica iconografia. São 450 imagens entre mapas, desenhos, pinturas e fotografias. Há muito material inédito, tanto em narrativas quanto em imagens, que vão desde o século 16 até 1894, fim do Desterro. Gerlach também apresenta 136 páginas de reproduções de jornais, numa resenha de 1853 a 1894.

Segundo o designer Renato Rizzaro, que coordena todo o projeto gráfico, cada tomo terá o tamanho de 26 x 32cm, ou seja, não só é um grande livro como também um livro grande. No total, pesará 7,6 quilos.



Desterro narrada quadro a quadro - 3/09/10

Obra de Gilberto Gerlach, com 663 páginas e 450 imagens, reproduz a história da Capital entre o século 16 e o 19.
Lidar com fatos históricos e remontar a história de uma cidade não é tarefa fácil. E realmente não foi para Gilberto Gerlach que lança hoje, na Capital, o livro Desterro – Ilha de Santa Catarina, após quatro décadas de pesquisas. O lançamento será no Palácio Cruz e Sousa, no Centro, às 19h, em evento fechado para convidados que receberão o livro gratuitamente.
Gerlach já havia feito algo parecido com o município de São José, na Grande Florianópolis, onde ele nasceu em 1943. O livro São José da Terra Firme, lançado em 2007, resgata 200 anos da história do município.
Agora com Desterro – Ilha de Santa Catarina, Gilberto procura contar a história da Ilha quando esta ainda não se chamava Florianópolis, em um período que vai desde o século 16 até o final do século 19. Lançado em dois tomos, o livro, de quase 700 páginas, traz cerca de 450 ilustrações, entre desenhos, pinturas, reproduções de jornais e fotografias.
– É uma montagem iconográfica do material que recolhi nestes 40 anos, de colecionadores e bibliotecas do Estado, de São Paulo, Rio de Janeiro e da Europa. Fiz uma seleção do material que achava mais importante. Achei que nossa cidade merecia algo especial – comenta Gerlach.
Ricamente ilustrado, Desterro – Ilha de Santa Catarina traz um design e uma formatação de qualidade, mesclando textos e imagens de forma a dar uma leveza à leitura. Ao decorrer das páginas, imagens de pássaros, flores e figuras importantes da época remontam um mapa histórico a fim de entender Desterro.
– Li os jornais da cidade desta época, de 1853 a 1894, como O Chaveco e O Argos, onde encontrei matérias que eu podia imaginar graficamente para o livro. Foi um trabalho de paciência onde contei com a ajuda do designer Renato Rizzaro na montagem – ressalta Gilberto.
Com apoio do governo e investimentos do próprio Gerlach, o livro conta com imagens inéditas. Muitas levaram meses para serem encontradas e reproduzidas, como a capa do Tomo 1, que estava em Portugal desde que Dom Pedro II levou-a consigo do Brasil em 1889, quando foi deposto com a proclamação da República do Brasil.
Os livros serão entregues hoje para os convidados que vão ao evento e cerca de cem cópias serão distribuídas a bibliotecas do Estado e outras 150 estarão à venda na Pinacoteca de São Paulo, onde Gilberto também fará o lançamento.
Formado em Engenharia Civil e membro da Academia São José de Letras, Gerlach é amante de cinema – fundou o Cineclube Nossa Senhora do Desterro –, e ressalta que vai contar um pouco da chegada do cinema na Ilha, já no começo do século 20, em seu próximo livro, intitulado Ilha de Santa Catarina – Florianópolis, que vai resgatar os 30 primeiros anos da cidade, desde 1894 quando a cidade deixou de ser Desterro.
(Por FELIPE ALVES, DC, 03/09/2010)

A obra inédita de Gilberto Gerlach

Véspera de feriadão numa noite de sexta-feira para lançamento de livro é casa fraca na certa. Pois o Museu Cruz e Souza recebeu um público excepcional para o lançamento da magnífica obra “Desterro-Ilha de Santa Catarina”, do incansável Gilberto Gerlach. O mesmo dedicado fotógrafo que há décadas mantém vivo o Clube de Cinema Nossa Senhora do Desterro autografou dois maravilhosos volumes de uma obra imperdível. Não há trabalho similar, mesmo sabendo-se que o saudoso historiador Osvaldo Cabral escreveu as duas “Memórias” e as duas “Notícias” sobre a Ilha, tidas como as mais completas até aqui. São 450 ilustrações, depoimentos de viajantes portugueses, espanhóis, franceses, alemães, russos, italianos e ingleses,etc, além de uma preciosa seleção com recortes de jornais de dois séculos.
O comentário de Péricles Prade faz o leitor ficar sedento de leitura. O poético prefácio do extraordinário Rodrigo de Haro transforma a obra num prazeroso mergulho no túnel do tempo e numa oportuna advertência.
A exemplo de Balneário Camboriú, Itapema e outras cidades litorâneas, a Ilha de Santa Catarina vai sendo destruída aos poucos pela falta de planejamento, pela omissão do poder público e pela ganância da especulação imobiliária.
E quando se sabe que a reforma do CIC é fruto de arranjo e que o único Cineclube não tem data para reabrir por conta desta improvisação, o alerta surge como uma vela acesa no meio da escuridão mencionada no excelente prefácio do premiado artista.

4 comentários:

Alexandre Viana disse...

Renato,
Parabéns pelo blog e pelo livro.
Futuramente ele será editado para venda? Vc sabe onde conseguir um exemplar? Sou diretor do PAS-Projeto de Arqueologia Subaquatica na Praia dos Ingleses (www.ongpas.com) lá trabalhamos no resgate arqueologico da embarcação naufragada do pirata ingles Thomas Frinz, possivel assasino de Francisco Diaz Velho. Em 2006, captamos atraves da Lei Houanet, para publicação do livro em 3 volumes Expedições-Santa Catarina na era dos descobrimentos de Amilcar Dávila de Melo. Pela importancia de tais obras seria interessante disponibiliza-las ao grande publico. Também tenho um blog http://ilustrefloripa.blogspot.com/
voltado para ilustração naturalista de fauna e flora da ilha. Novamente parabens pelo trabalho!

Anônimo disse...

Caro Renato,

Estive com em contato com os dois tomos ontem na casa de meu cunhado e fiquei extremamente maravilhado, absorto, em extase com a beleza desse trabalho. Gostaria, no entanto, de saber como comprar essa obra, que ficará marcada na história de Santa Catarina. Por favor, entre em contato em: rmurilo@gmail.com.
Desde já agradeço e o parabenizo por fazer parte dessa obra.
Murilo

Rodrigo Dalmolin disse...

Gostaria de adquirir o Tomo I. Não foram disponibilizados exemplares para venda em Santa Catarina?

Renato Rizzaro disse...

Caro Rodrigo Dalmolin,

Infelizmente não foram disponibilizados para venda, embora seja possível encontrar em alguns sebos na Ilha. Estamos programando uma reedição mas ainda não há apoio ou patrocinio, pois é uma obra dispendiosa! Abração.