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29 de novembro de 2012

Na Terra dos Xavantes



A região é rica em sítios arqueológicos com pinturas e gravuras representando figuras geométricas e formas humanas.





Povoada originalmente pelos Xavantes, Nova Xavantina faz parte da Serra do Roncador e sua história está ligada a Bartolomeu Bueno da Silva e Pires de Campos, expedicionários que estiveram ali no Século 17 em busca de ouro e índios.


"Para um naturalista o lugar era ideal, pois perto dali se ofereciam os mais diversos tipos de ambiente. Cerrado, buritizal, mata e rio - tudo estava relativamente à mão e continha todas as interessantes características de uma zona de transição, tanto em relação à fauna quanto à flora."


"As plantas do Cerrado, em sua maioria, possuem raízes fortes que mergulham na terra a vários metros e, em determinadas circunstâncias, alcançam depósitos de águas pluviais que se situam bem fundo."


Navegamos pelo Rio das Mortes guiados pelo Marcos, o Cocó, caseiro do sítio Ponte de Pedra e amigo do Maurinho do Roncador.


A mãe do Cocó, Dona Maria e os netinhos Júlia e Pietro saboreiam uma jaca colhida na hora.


Seu Luiz, pai do Cocó, além de cuidar de sua propriedade próximo ao sítio Ponte de Pedra, sai em voos lépidos pelos campos da imaginação.


No rio das Mortes começava o território indígena, relata Helmuth Sick em seu livro Tukani, em 1945 durante a Expedição Roncador-Xingu e continua: "Tratava-se dos mal afamados Xavante, cujo reino até então indisputado estendia-se do rio das Mortes até as nascentes do Xingu.
Os Xavante se incluíam entre as tribos  que mais obstinadamente resistiram à civilização. Os próprios brancos, com sua brutalidade, provocaram a inimizade dos índios. Sob pressão feita por eles, os Xavante, na segunda metade do Século 18, abandonaram sua terra de origem, a leste do rio Araguaia, e retiraram-se para o outro lado do rio das Mortes, onde se estabeleceram nos campos secos que até então, para os brancos, eram inabitáveis. Aí viveram semque os molestassem, mas dando-se a ocasionais investidas contra tribos vizinhas e também contra os brancos; não toleravam nenhuma usurpação de seu território. O último conflito havia ocorrido em 1941, ou seja, quatro anos ante, e nele perderam a vida seis funcionários do SPI."


"O calor cingia a terra, erguendo-se dos matagais de escassa folhagem como um sopro de fogo. O chão pedregoso queimava através das botas. Nem a brisa mais leve se fazia sentir. Tinha-se a impressão de que um incêndio espontâneo ia ocorrer no campo. É um fato digno de nota que a época mais quente do ano, entre setembro e fevereiro, seja chamada no Mato Grosso de inverno.
Sem dúvida o calor é um dos principais fatores que levaram a formação do Cerrado como tipo peculiar de paisagem. A temperatura do ar chega a 45º C, na sombra, e ao nível do solo já foi registrada em 57º C. Em noites claras, por outro lado, a temperatura cai para 22º C e ainda menos, havendo uma variação térmica ao  longo do dia que supera em muito a variação existente entre as estações do ano."

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