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21 de março de 2013

Exposição e entrega de Posters de Aves para as escolas de Biguaçu


Mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d'água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d'água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre as penas e dificulta os mergulhos. Para secá-las é comum vê-los pousados com as asas abertas ao vento. Quase sempre visto em grandes bandos voando próximo d'água, em formação em “V”. Quando voam se assemelham a patos, sendo às vezes considerados como tais equivocadamente.
Também são conhecidas pelos nomes de biguá-una, imbiuá, mergulhão, miuá e pata-d'água. Por ser inteiramente negro, recebe o nome comum, também , de corvo-marinho.

Podemos encontrar os Biguás desde o sudeste do Arizona (EUA) à Terra do Fogo, extremidade austral da América do Sul.



Muita, mas muita gente, mesmo, fica absolutamente extasiada quando vê que o olho do Corvo-marinho tem a cor de jade. Mudam a expressão diante deste olhar brilhante de uma ave que, como tantas outras, cismam chamar de comum. A denominação de "comum", acaba por fazer com que não dêem muita bola para certas aves que parecem estar por tudo quanto é canto. Mas quando observam de perto, como é o caso de nosso Biguá, mudam de opinião rapidinho. Aconteceu no dia 20 de março de 2013, na Exposição Aves da Floresta Atlântica em Biguaçu.

Várias pessoas comentaram e uma delas soltou a frase "Ah, se eu soubesse que o olho desse bicho era assim tão bonito...", outra: "Nunca imaginei que um Biguá tivesse um olho dessa cor...", e ainda mais: "Agora sim, posso dizer que conheci uma ave belíssima, que sempre esteve ao alcance do olhar, mas nunca tinha observado com tamanho detalhe."

Nossa ideia de distribuir os Posters de Aves da Floresta Atlântica, inicialmente em Santa Catarina, vem acontecendo pouco a pouco. Iniciamos este trabalho em 2005, na Reserva Rio das Furnas e logo expandimos para o município de Alfredo Wagner com uma exposição e a posterior distribuição dos Posters nas salas de aula das escolas básicas municipais.

Num segundo momento fizemos exposições em Blumenau, Rio do Sul e em Ituporanga, onde até hoje estão expostas 50 fotografias no Parque Ingo Altenburg, graças à parceria da Reserva Rio das Furnas com a FUCAS (Fundação de Assitência Social) e com o Ministério Público de Santa Catarina.

A ideia da Exposição e posteriormente de um material que pudesse ser utilizado pelos escolares de Biguaçu começou com o fotógrafo Henrique Azevedo, na época criador e presidente da FAMABI.
Sua equipe, principalmente Fabricio Almeida logo abraçou a ideia e, em meados de 2012 começou a sair do papel. No final do ano foi apresentada numa reunião do Rotary Clube de Biguaçu e seis empresários bancaram a ideia.

No dia 20 março 2013, lançamento oficial da Exposição das Aves da Floresta Atlântica e entrega dos posters aos professores, com a presença da sociedade de Biguaçu, as aves pousaram em uma nova casa e estarão em exposição, primeiramente no Casarão Born e logo em seguida na Secretaria de Educação. Depois, farão um passeio itinerante pelas escolas, onde já estarão fixados os posters de Aves da Floresta Atlântica em cada uma das 69 salas de aula do município.

A proposta da Reserva Rio das Furnas é que este projeto estenda-se, num primeiro momento, ao Estado de Santa Catarina e logo em seguida aos três estados do Sul do Brasil, para atingir finalmente todas as salas de aula do ensino básico de nosso país.

Painel de abertura da Exposição, Fernanda e Gabriela Giovanka. Foto Renato Rizzaro

Casarão Born abriga a Fundação Cultural e foi palco da Exposição de Aves em Biguaçu. Foto: Renato Rizzaro

Renato Rizzaro entrega o Poster para professora da Rede de Ensino de Biguaçu. Foto: Gabriela Giovanka

Entrevista com Henrique Azevedo e Renato Rizzaro para o Jornal de Biguaçu. Foto: Gabriela Giovanka




Asa de anjo

Dois anjos, invisíveis aos olhos humanos, ajudam a proporcionar conforto para as almas sozinhas e deprimidas após estas passarem para o Outro Lado. Certo dia um deles passa a querer experimentar as sensações que somente os vivos possuem, e resolve abrir mão de sua imortalidade em troca de poder ser um deles. Fonte: http://cinemacultura.com/?p=2645
É um resumo do filme de Wim Wenders, Asas do Desejo que veio à mente neste ensaio, que recomendo seja assistido só porque as asas do Biguá me levaram até lá...


Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre as penas e dificulta os mergulhos. Para secá-las é comum vê-los pousados com as asas abertas ao vento.


"Biguá", "imbiuá" e "miuá" vêm do tupi mbi gwa, "pé redondo". "Biguaúna" veio do termo tupi para "biguá preto". Biguaçu, a cidade, deve ser algo como um grande Biguá?